Sabe aquela sensação de que a lista de problemas nunca acaba? Pois é… um cara chamado Gerald Weinberg tinha uma definição que eu adoro: pra ele, um problema é só a distância entre o que você tem e o que você queria ter.
Pode parecer papo de coach, mas essa frase é libertadora. Ela mostra que você tem três caminhos pra resolver qualquer bucha, e nem sempre o caminho é “trabalhar mais”.
Olha só:
- Você muda o mundo (o jeito difícil).
- Você muda o jeito que enxerga a situação.
- Ou você muda o que você quer.
Geralmente a gente só foca na primeira opção. Mas as outras duas? Elas são o segredo pra não surtar… e pra entregar o que realmente importa.
Talvez você não queira o que acha que quer
Às vezes, a gente se prende a uma solução e esquece do objetivo real.
Sabe quando o Product Manager chega pedindo aquele sistema de notificações ultra complexo, com mil filtros e canais? O time já treme pensando nas três semanas de código. Mas aí você para e pergunta: “O que a gente quer de verdade?”.
Se o objetivo é só fazer o usuário voltar pro app, talvez um e-mail simples resolva 80% do problema em muito menos tempo. O “problema” original sumiu porque você mudou o que desejava. Você não entregou menos… você entregou o resultado mais rápido.
E se não for um problema de verdade?
Tem coisa que a gente cisma que é problema, mas é só… realidade.
Tipo cobertura de testes em código legado. Alguém olha e diz: “Tá em 40%, precisamos subir pra 80%!”. Mas aí você vai ver e aquele módulo tá lá, quietinho, sem dar erro há meses e ninguém vai mexer nele tão cedo.
Mudar a sua percepção é entender que, nesse contexto, 40% tá ótimo. O problema deixa de existir porque você percebeu que a urgência era imaginária. Isso libera espaço mental pra focar no que tá quebrando de verdade.
Por que a gente não faz isso sempre?
A gente tem uma dificuldade enorme em dizer “não”. Primeiro, porque é difícil medir o que você deixa de ganhar quando gasta tempo com bobagem. Segundo, porque a pressão é real.
O PM quer refatorar o sistema de pagamentos porque o código tá feio… mas o lançamento é daqui a pouco e o código “feio” tá funcionando sem dar erro. Dá uma agonia, eu sei. Mas, às vezes, o certo é aceitar o “feio” pra garantir o prazo.
E a pressão mais chata é a que vem da gente, né? Aquele perfeccionismo que diz que o cache não tá elegante o suficiente… mesmo que o usuário nem sinta a diferença. Disciplina mental é aceitar que o “bom o suficiente” já é uma vitória.
A regrinha dos 10%
Todo produto é meio capenga. Sempre vai ter um bugzinho, uma tela feia ou uma função faltando. Tentar deixar tudo perfeito é o caminho mais rápido pra não entregar nada.
O truque é ter coragem de ignorar 90% dos problemas e focar toda a sua energia nos 10% que realmente mudam o jogo. É cansativo, porque o mundo vai continuar te pedindo tudo… mas é o único jeito de respirar e ter sucesso de verdade.


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